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João Paulo reage a proposta de reforma administrativa do Governo Federal

O deputado João Paulo (PCdoB) externou, na Reunião Plenária desta quinta (10), o repúdio de seu partido e de amplos setores da sociedade à proposta de reforma administrativa enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional na semana passada. Para ele, se aprovada, medida poderá trazer “consequências nefastas”: “Em médio prazo, deverá provocar a queda de qualidade do serviço público e reforçar a máquina estatal com um exército de cabos eleitorais que vão defender as teses de governo, e não de um Estado moderno e profissionalizado”, criticou. Segundo o comunista, “desde o golpe de 2016 contra a presidente Dilma Rousseff, o Brasil vem adotando reformas, como a previdenciária e trabalhista, para manter privilégios”. “Além de prever o fim da estabilidade e a redução de salários, a proposta atual é um caminho para que se chegue ao estado mínimo, em que cada um cuida de si. Tudo o que os bancos estrangeiros querem é colocar as mãos na economia brasileira para explorá-la e afundá-la em dívidas, a fim de criar um ciclo de dependência dessas instituições”, alertou. Na opinião de João Paulo, ao invés de reduzir o salário dos servidores ao nível da remuneração dos trabalhadores do setor privado, como pretenderia o Governo Bolsonaro, deveria ser feito justamente o contrário. “E ainda há o risco de ver o Estado tomado por grupos interessados em transformar a administração pública em um ambiente de pensamento único e de transgressões das regras da civilidade.”  Em relação ao argumento de que o País possui servidores demais, o parlamentar fez uma comparação com outras nações para apontar que a informação é falsa. “Até nos Estados Unidos, onde a cultura da privatização impera, o número de funcionários públicos é 15% maior do que no Brasil”, frisou, acrescentando que a reforma deverá atingir especialmente as regiões mais pobres, nas quais a oferta de vagas e salários tende a cair. Em apartes, os deputados Antonio Fernando (PSC) e José Queiroz (PDT) apoiaram o discurso de João Paulo. “O servidor é um pilar do Estado e não pode ser descaracterizado. Em nome da eficiência, devemos ser contra essa proposta”, disse Fernando. “O presidente Bolsonaro quer massacrar o trabalhador e a maioria da população. Estamos juntos para lutar contra a reforma, porque temos compromisso com o povo”, pontuou o pedetista.
10/09/2020 (00:00)
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