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Parlamentares visitam instalações de usina nuclear em Angra dos Reis

Um grupo de parlamentares estaduais visitou, nesta quinta (17) e sexta (18), a Usina Nuclear de Angra 2, no município de Angra dos Reis (RJ). O objetivo da viagem foi fundamentar o debate sobre a possível instalação de uma central desse tipo em Itacuruba (Sertão de Itaparica), no Interior de Pernambuco. Integraram a comitiva os deputados Alberto Feitosa (SD), Antonio Fernando (PSC), Henrique Queiroz Filho (PL), José Queiroz (PDT), Romero Sales Filho (PTB) e Wanderson Florêncio (PSC). Eles assistiram a uma palestra de Leonam dos Santos Guimarães, presidente da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás responsável pela geração de energia nuclear, que detalhou as vantagens da cidade pernambucana para a instalação de uma central. “Itacuruba tem uma série de aspectos técnicos referentes à geologia e à hidrologia que a tornam favorável. É um local de baixa densidade demográfica, próximo a um centro universitário importante, em Belém do São Francisco. Também têm uma facilidade de conexão ao sistema elétrico nacional e é uma região carente. O impacto econômico seria extremamente importante”, considerou Guimarães. O município sertanejo foi uma das áreas selecionadas no Plano Nacional de Energia 2030, realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e lançado em 2007. De acordo com o presidente da Eletronuclear, o projeto da central em Itacuruba prevê investimento de US$ 30 bilhões. Envolve a construção de seis reatores com potência de 6.600 megawatts ao todo, numa área de oito quilômetros quadrados de propriedade da Chesf na beira do Rio São Francisco. O Governo Federal afirmou que busca investidores privados para o projeto, mas o modelo de participação ainda não foi definido.  Os deputados também ouviram o relato do prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, a respeito dos impactos positivos das usinas no município. O gestor ressaltou que, mesmo com a presença do empreendimento, a cidade é uma grande produtora de sardinha e um importante destino turístico.  Após a palestra, o grupo visitou as obras da usina de Angra 3, iniciadas em 2010 e com previsão de retomada no primeiro semestre de 2021. Os parlamentares conheceram o almoxarifado da usina, com equipamentos adquiridos há mais de 30 anos e nunca utilizados. A comitiva de Pernambuco ainda conheceu a sala de controle, as turbinas e o sistema de resfriamento de Angra 2, a maior usina nuclear em atividade no País, em operação desde 2001 e com potência de 1.350 megawatts. Para o deputado Antonio Fernando, integrante da Comissão de Ciência e Tecnologia da Alepe, Pernambuco não pode perder a oportunidade de receber o investimento em uma central nuclear. “Caso contrário, essa chance pode não aparecer outra vez na história. É importante estarmos unidos em defesa dos interesses do Estado”, afirmou. Ele acredita que a visita vai ajudar os deputados contrários à energia nuclear a mudarem de ideia. Já o deputado Wanderson Florêncio, embora tenha reconhecido a excelência técnica dos profissionais da Eletronuclear, lembrou que a geração de energia nuclear envolve uma questão ética. “É correto a gente guardar o lixo nuclear durante dez mil anos, ainda que a tecnologia possa evoluir para um tempo menor? As outras gerações vão pagar o preço por isso?”, questionou. Ele criticou o alto custo da manutenção dos equipamentos de Angra 3, de cerca de R$ 30 milhões por ano, e defendeu o investimento em fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar. Mesmo com as críticas, o deputado Alberto Feitosa, autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza a instalação de usinas nucleares em Pernambuco, acredita que a visita vai ajudar a convencer os colegas. “As questões ambientais ficaram totalmente esclarecidas. Mesmo com as usinas nucleares, Angra dos Reis recebeu da Unesco, neste ano, o título de Patrimônio Natural Mundial. Um investimento desse porte gera riqueza, não só econômica, mas também na autoestima. É disso que o Nordeste precisa”, disse. À tarde, os parlamentares estiveram nos centros de gerenciamento de rejeitos e de treinamento da Eletronuclear, além de conhecer projetos ambientais da empresa.  Projetos sociais – Nesta sexta (18), a comitiva da Alepe pôde conferir as contrapartidas nas áreas sociais e de saúde da Eletronuclear na região. O grupo visitou o Hospital da Praia Brava, a unidade de saúde de referência num raio de 100 quilômetros entre as cidades de Angra dos Reis e Paraty. Ele é mantido pela Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (Feam) e tem orçamento mensal é de R$ 4,5 milhões. Cerca de 60% dos recursos vêm da estatal; o restante é resultado do faturamento com planos e do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital da Praia Brava tem 40 leitos, oito leitos de UTI, e três salas de cirurgia. Realiza 1.500 atendimentos ambulatoriais e 3.800 de pronto-socorro por mês. De acordo com o diretor superintendente da Feam, Waldyr Laguna Júnior, a unidade foi criada para atender às vítimas de acidentes com radiação, o que jamais ocorreu. “Mas também temos que cuidar da saúde das populações locais. Nessa linha, atendemos a dois mil trabalhadores, suas famílias e às 160 mil pessoas que vivem no entorno da usina”, explicou. Após a visita, o deputado Romero Sales Filho elogiou a unidade hospitalar. “É um benefício imenso. A gente sequer tem isso na saúde pública em qualquer lugar do Brasil. Um empreendimento como a central nuclear de Angra em Pernambuco traria crescimento, desenvolvimento e melhorias, não só para o Estado, mas para toda a população”, pontuou. No fim da manhã, os deputados conheceram outra unidade de saúde, o Hospital Municipal da Japuíba, no centro de Angra dos Reis. Ele tem gestão municipal, mas conta com apoio da Eletronuclear.
18/10/2019 (00:00)
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